sábado, 21 de agosto de 2010
A zona de guerra carioca
Mais uma cena de guerra aqui no Rio....traficantes voltam, doidões, de uma festa no Vidigal e provocaram simplesmente uma zona de guerra no Rio.... cidade sempre à flor da pele...Morre uma pessoa. Uma mulher com mandato de prisão. Imagino em que em um ambiente totalmente armado como o Estados Unidos... Ia virar um massacre. Em suma, temos grandes chances de nos salvar de nós mesmos. É só deixarmos de ser hipócritas.
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Malandro
Para existir malandro, tem que existir otário.
Mas quando o malandro pensa que é o mais malandro dos malandros, o otário vira malandro e o malandro se estrepa.
by Diniz
Mas quando o malandro pensa que é o mais malandro dos malandros, o otário vira malandro e o malandro se estrepa.
by Diniz
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Internacional na final da Libertadores pela Globo
É curioso, mas de fato, a cobertura jornalística do futebol brasileiro é sudeste-centrada. Mas é curioso quando a gente se dá conta disso de forma escandalosa. Pode ser que eu tenha pego a tal síndrome de perseguição, mas vocês já viram um jogo em que um time bateu tanto e claramente no outro e nenhum comentador do jogo observou isso como no de ontem, dia 5 de agosto de 2010, entre o Internacional e o São Paulo por uma vaga na final da Libertadores???
Nem mesmo o suposto colorado do Falcão.
Os jogadors do São Paulo não ganharam nenhum cartão amarelo apesar de cotoveladas e faltas homéricas em cima dos jogadores do Inter. E nem uma linha, uma palavra sobre isso.
O negócio é tão sudeste centrado que só porque o efetivo ganhador é um jogador da província é que ao invés dos repórteres irem atrás dos ganhadores, foram atrás dos perdedores. O áudio da cobertura de fim de jogo era simplesmente meio esquizofrênico. Enquanto câmaras pareciam mais afinados com o espírito do resultado, os repórteres entrevistavam não os ganhadores, mas sim os outros...chorando suas mágoas.
É muito curioso.
Felizmente, apesar de considerar trágico ter que ganhar do time do Fernandão, herói da conquista do Mundial de 2006, o Inter, demonstrou raça e um jogo efetivamente superior. Embora o futebol seja imprevisível como a vida e nem todo melhor time ganhe o campeonato...o fato é que o Inter é que merecia ganhar essa. E que alívio ele ter ganhado mesmo.
Mas esse episódio me faz pensar como foi a cobertura na década de 70 das vitórias do Inter no Brasileirão. Será que sempre foi assim??
Nem mesmo o suposto colorado do Falcão.
Os jogadors do São Paulo não ganharam nenhum cartão amarelo apesar de cotoveladas e faltas homéricas em cima dos jogadores do Inter. E nem uma linha, uma palavra sobre isso.
O negócio é tão sudeste centrado que só porque o efetivo ganhador é um jogador da província é que ao invés dos repórteres irem atrás dos ganhadores, foram atrás dos perdedores. O áudio da cobertura de fim de jogo era simplesmente meio esquizofrênico. Enquanto câmaras pareciam mais afinados com o espírito do resultado, os repórteres entrevistavam não os ganhadores, mas sim os outros...chorando suas mágoas.
É muito curioso.
Felizmente, apesar de considerar trágico ter que ganhar do time do Fernandão, herói da conquista do Mundial de 2006, o Inter, demonstrou raça e um jogo efetivamente superior. Embora o futebol seja imprevisível como a vida e nem todo melhor time ganhe o campeonato...o fato é que o Inter é que merecia ganhar essa. E que alívio ele ter ganhado mesmo.
Mas esse episódio me faz pensar como foi a cobertura na década de 70 das vitórias do Inter no Brasileirão. Será que sempre foi assim??
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Paulo Moura
Dois discos do Paulo Moura, o clássico “Mistura e Manda” e o célebre “Encontro” com Clara Sverner, Turíbio Santos e Olívia Bynton me abriram uma senda musical que é marcante na minha vida e, provavelmente, na de outros de seus ouvintes da minha geração. Chorinho, música clássica, samba, tudo do que melhor foi produzido na nossa música sendo tocado e servindo de matéria-prima para improvisos de tirar o fôlego por um virtuose do clarinete, do sax, com sua nobre e negra elegância. Sua forma de tocar, seus gestos e seu refinamento musical me abriram as portas para a estonteante música instrumental brasileira tão repleta de maravilhosos artistas.
Foi, provavelmente, escutando duas fitas que reproduziam esses discos na gélida Dinamarca, que devo ter decidido que algum dia tinha que morar no Rio de Janeiro para me “banhar” de Brasil.
Alguns anos mais tarde ampliei minha reserva de suas obra quando topei com um CD que reproduzia o célebre encontro de Paulo Moura com Artur Moreira e Lima, Elomar e Heraldo do Monte, o “ConSertão” em que Paulo Moura arrasa solando na “Valsa da Dor”, de Villa Lobos e em mais outras faixas também eternas. Minha admiração por ele me fez certa vez despencar de carona, com uma amiga companheira de aventuras, de uma praia em Santa Catarina para ver um concerto dele em Porto Alegre em pleno Teatro São Pedro. Quando, enfim, chegamos o concerto já tinha começado, mas sorvi aquela música como um presente inesquecível. Achava imperdível vê-lo encher com sua música aquele que é ainda o mais belo teatro da capital gaúcha. Me parecia o único cenário a altura para vê-lo ao vivo a primeira vez. Morei ano em São Paulo e devo tê-lo visto tocando lá algumas vezes. Mas foi em uma visita no Rio, quando topei com ele saindo daquele antiquário que se fazia de bar com chorinho à noite, na rua Lavradio, que me senti perto. Não o escutei tocando, mas me senti tão feliz de cruzar tão normalmente com ele que devo ter esboçado alguma reação. Talvez ele não estivesse acostumado com tietes.
Só não entendo o que deu em mim por não tê-lo visto tocar aqui no Rio nestes últimos seis anos que moro nesta cidade. Vai ver que o considerava tão eterno que não me esforcei o bastante. Ele então estava tão acessível que me contentei em escutá-lo nos meus discos e no meu CD. Estou inconformada de ter perdido o show que ele fez o ano passado toda quinta-feira em um bar da Gomes Freire, assim, tão simples, na minha vizinhança, na Lapa. Não consigo entender como não fui. Mas me lembro de sempre ter pensando em ir. Esperava alguma oportunidade. Mas não a construí. E agora? Me resta isso: expressar minha gratidão por tudo o que sua música representou para mim. E que você, aí nesse firmamento, brilhe muito e eternamente.
Pois o dia 13 de julho de 2010 só representou sua ida para outra dimensão. Vais deixar muitas saudades.
Foi, provavelmente, escutando duas fitas que reproduziam esses discos na gélida Dinamarca, que devo ter decidido que algum dia tinha que morar no Rio de Janeiro para me “banhar” de Brasil.
Alguns anos mais tarde ampliei minha reserva de suas obra quando topei com um CD que reproduzia o célebre encontro de Paulo Moura com Artur Moreira e Lima, Elomar e Heraldo do Monte, o “ConSertão” em que Paulo Moura arrasa solando na “Valsa da Dor”, de Villa Lobos e em mais outras faixas também eternas. Minha admiração por ele me fez certa vez despencar de carona, com uma amiga companheira de aventuras, de uma praia em Santa Catarina para ver um concerto dele em Porto Alegre em pleno Teatro São Pedro. Quando, enfim, chegamos o concerto já tinha começado, mas sorvi aquela música como um presente inesquecível. Achava imperdível vê-lo encher com sua música aquele que é ainda o mais belo teatro da capital gaúcha. Me parecia o único cenário a altura para vê-lo ao vivo a primeira vez. Morei ano em São Paulo e devo tê-lo visto tocando lá algumas vezes. Mas foi em uma visita no Rio, quando topei com ele saindo daquele antiquário que se fazia de bar com chorinho à noite, na rua Lavradio, que me senti perto. Não o escutei tocando, mas me senti tão feliz de cruzar tão normalmente com ele que devo ter esboçado alguma reação. Talvez ele não estivesse acostumado com tietes.
Só não entendo o que deu em mim por não tê-lo visto tocar aqui no Rio nestes últimos seis anos que moro nesta cidade. Vai ver que o considerava tão eterno que não me esforcei o bastante. Ele então estava tão acessível que me contentei em escutá-lo nos meus discos e no meu CD. Estou inconformada de ter perdido o show que ele fez o ano passado toda quinta-feira em um bar da Gomes Freire, assim, tão simples, na minha vizinhança, na Lapa. Não consigo entender como não fui. Mas me lembro de sempre ter pensando em ir. Esperava alguma oportunidade. Mas não a construí. E agora? Me resta isso: expressar minha gratidão por tudo o que sua música representou para mim. E que você, aí nesse firmamento, brilhe muito e eternamente.
Pois o dia 13 de julho de 2010 só representou sua ida para outra dimensão. Vais deixar muitas saudades.
sábado, 26 de junho de 2010
Os duelos da Copa
Os duelos da Copa
Brasil jogou contra Portugal. Chile contra a Espanha. E nos dois jogos havia uma espécie de cerimônia. Depois que fez seu gol que diminuiu a diferença na derrota para Espanha, os chilenos pararam de pressionar. Estavam contentes com o resultado. A derrota que os levou a disputar as oitavas de final com o Brasil. Já o Brasil não perdeu para Portugal. Empatou. E havia um certo clima de se buscar um resultado bom para ambos. Um certo alívio de não ser o mata a mata. E talvez uma certa incompetência com o escrete canarinho desfalcado. Mas o fato é que eram duas ex-colônias jogando com seus países colonizadores.
Hoje, Gana, único representante da África nesta fase, elimina os Estados Unidos. E aqui como em outros lugares do mundo, muitos senão a maioria torciam para que os africanos levassem. Os ianques não! Era um alívo não tê-los no futebol, esporte mais popular do mundo mas que ironicamente era ignorado pela grande potência mundial.
Todos dissemos que são apenas jogos, mas a grande verdade é que na Copa do Mundo se encenam conflitos entre os países que vão além das chuteiras. Algumas rivalidades e suas torcidas de ocasião possuem um pano de fundo geopolítico que apimenta mais a disputa simbólica que se trava em uma partida de um mundial. Dá para se dizer que nós, os seres humanos evoluímos dos circos romanos onde a massa assistia a carnificinas ao vivo e a cores para essa batalha de chuteiras. Alguns pingos de sangue aparecem involuntariamente. É um jogo muitas vezes violento. Mas o futebol e o circo chamado Copa do Mundo encenam rivalidades já domesticadas mas que nos fazem tomar contato com essa concorrência tribal que está impressa em nossas subjetividades e que jogam os seres humanos e as sociedades que eles formaram sempre para algum tipo de disputa. É muito bom que essa que dura somente 90 minutos tenha esse poder de nos fazer sentir coisas extremadas em tão intensos minutos.. e que de alguma forma tenham o poder de aliviar essa nossa compulsão animal de lutar com os Outros para destruí-los e para não ser destruído. E o bom é que nesse tipo de duelo o país mais poderoso do mundo pode ser eliminado pela África. E na maior alegria e paz.
Brasil jogou contra Portugal. Chile contra a Espanha. E nos dois jogos havia uma espécie de cerimônia. Depois que fez seu gol que diminuiu a diferença na derrota para Espanha, os chilenos pararam de pressionar. Estavam contentes com o resultado. A derrota que os levou a disputar as oitavas de final com o Brasil. Já o Brasil não perdeu para Portugal. Empatou. E havia um certo clima de se buscar um resultado bom para ambos. Um certo alívio de não ser o mata a mata. E talvez uma certa incompetência com o escrete canarinho desfalcado. Mas o fato é que eram duas ex-colônias jogando com seus países colonizadores.
Hoje, Gana, único representante da África nesta fase, elimina os Estados Unidos. E aqui como em outros lugares do mundo, muitos senão a maioria torciam para que os africanos levassem. Os ianques não! Era um alívo não tê-los no futebol, esporte mais popular do mundo mas que ironicamente era ignorado pela grande potência mundial.
Todos dissemos que são apenas jogos, mas a grande verdade é que na Copa do Mundo se encenam conflitos entre os países que vão além das chuteiras. Algumas rivalidades e suas torcidas de ocasião possuem um pano de fundo geopolítico que apimenta mais a disputa simbólica que se trava em uma partida de um mundial. Dá para se dizer que nós, os seres humanos evoluímos dos circos romanos onde a massa assistia a carnificinas ao vivo e a cores para essa batalha de chuteiras. Alguns pingos de sangue aparecem involuntariamente. É um jogo muitas vezes violento. Mas o futebol e o circo chamado Copa do Mundo encenam rivalidades já domesticadas mas que nos fazem tomar contato com essa concorrência tribal que está impressa em nossas subjetividades e que jogam os seres humanos e as sociedades que eles formaram sempre para algum tipo de disputa. É muito bom que essa que dura somente 90 minutos tenha esse poder de nos fazer sentir coisas extremadas em tão intensos minutos.. e que de alguma forma tenham o poder de aliviar essa nossa compulsão animal de lutar com os Outros para destruí-los e para não ser destruído. E o bom é que nesse tipo de duelo o país mais poderoso do mundo pode ser eliminado pela África. E na maior alegria e paz.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
O funk dos nossos ouvidos
É muito legal saber que uma música desenvolvida nos morros e favelas, o chamado “funk carioca”, tenha conquistado adeptos em todo mundo, ampliando o mercado musical de músicos brasileiros. Mas honestamente não sou simpatizante da música, simplesmente porque ela invade meus ouvidos sem a menor consideração. Para corroborar minha implicância é líquido e certo que os adeptos dos bailes funks irão ensurdecer por volta dos 40 e 50 anos. É meio triste ver uma geração fadando-se à surdez. É um problema deles. Uma opção. Como é uma opção de quem é fumante escolher a manutenção do vício e uma probabilidade alta de desenvolver um câncer nos pulmões.
O aborrecido é que essa mania deles ensurdece também a vizinhança. Fico pensando o que fazem os moradores das redondezas dessa quadras de bailes funks. Bom, quem não gosta deve saber com alguma antecedência e mudar para casas de parentes durante o fim de semana. Sim porque eu moro longe e, provavelmente por uma questão de acústica... já que a tal quadra é no meio de um vale (eis aí o início dessa ciência) sinto que o baile é no apartamento do lado da minha casa. A estridência e o ritmo são tão fortes que fazem balançar as vidraças do meu apartamento. Creio que com um volume um pouco mais alto elas se espatifarão. E esse é sem dúvida o grande problema da surdez. Já surdos, os freqüentadores desses bailes devem estar precisando escutar sua música a um ritmo cada vez mais alto.
Já ouvi falar que o “estilo estouro” de tímpanos faz parte de uma provocação social dos criadores desses bailes. Uma forma de incomodar a vizinhança mais abastada dessas favelas. A clássica luta de classes em forma musical.
Pois, assim como ocorre com as greves, nós temos que chamar esse pessoal para negociação. Temos que estabelecer códigos de conduta para eles poderem fazer os bailes quando quiserem e nós podermos dormir quando quisermos. Deve ser legal estar em uma festa ao ar livre, escutando e dançado a música que se gosta. Mas não é justo impor essa festa para a vizinhança. E convém eles se darem conta do risco que andam correndo...Em suma, estou chamando esse pessoal para negociação. Tem que haver um jeito. Por exemplo, uma divulgação da festa para a gente ir procurando um lugar para passar a noite de sexta e sábado. Quem tem criança não pode passar a noite na boemia e tem que ter alternativa... Para a criança e para os pais. E uma certa parcimônia nas festas. Datas previstas e divulgadas. Que tal? No desespero da madrugada até liguei para o 190. Mas a polícia não serve para resolver esse assunto. Até porque não pode. E eu não sou a favor de repressão policial. Sempre vai ser violenta e exagerada. Tem que ter um meio termo, não é?
Já de antemão, sugiro que todos se submetam a exames de ouvido. Pois a surdez já está a caminho.
O aborrecido é que essa mania deles ensurdece também a vizinhança. Fico pensando o que fazem os moradores das redondezas dessa quadras de bailes funks. Bom, quem não gosta deve saber com alguma antecedência e mudar para casas de parentes durante o fim de semana. Sim porque eu moro longe e, provavelmente por uma questão de acústica... já que a tal quadra é no meio de um vale (eis aí o início dessa ciência) sinto que o baile é no apartamento do lado da minha casa. A estridência e o ritmo são tão fortes que fazem balançar as vidraças do meu apartamento. Creio que com um volume um pouco mais alto elas se espatifarão. E esse é sem dúvida o grande problema da surdez. Já surdos, os freqüentadores desses bailes devem estar precisando escutar sua música a um ritmo cada vez mais alto.
Já ouvi falar que o “estilo estouro” de tímpanos faz parte de uma provocação social dos criadores desses bailes. Uma forma de incomodar a vizinhança mais abastada dessas favelas. A clássica luta de classes em forma musical.
Pois, assim como ocorre com as greves, nós temos que chamar esse pessoal para negociação. Temos que estabelecer códigos de conduta para eles poderem fazer os bailes quando quiserem e nós podermos dormir quando quisermos. Deve ser legal estar em uma festa ao ar livre, escutando e dançado a música que se gosta. Mas não é justo impor essa festa para a vizinhança. E convém eles se darem conta do risco que andam correndo...Em suma, estou chamando esse pessoal para negociação. Tem que haver um jeito. Por exemplo, uma divulgação da festa para a gente ir procurando um lugar para passar a noite de sexta e sábado. Quem tem criança não pode passar a noite na boemia e tem que ter alternativa... Para a criança e para os pais. E uma certa parcimônia nas festas. Datas previstas e divulgadas. Que tal? No desespero da madrugada até liguei para o 190. Mas a polícia não serve para resolver esse assunto. Até porque não pode. E eu não sou a favor de repressão policial. Sempre vai ser violenta e exagerada. Tem que ter um meio termo, não é?
Já de antemão, sugiro que todos se submetam a exames de ouvido. Pois a surdez já está a caminho.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
A Redenção da África em nós
A redenção da África em nós
A priori, a Copa da África do Sul já seria importante só por ser realizada na África. Mas ao assistir algum jogo é possível dar-se conta de que algo bem maior está acontecendo. Colocar os holofotes na África, falar de seus países, de sua gente. Mostrar imagens. Falar do “Ubuntu” para nós, brasileiros médios, que parecemos tanto com os africanos, mas conhecemos e ouvimos falar tão pouco deles, promove, a meu ver uma espécie de redenção da África que temos em nós. Sim, temos uma África na nossa cultura. Isto é uma das grandes qualidades da cultura brasileira. E só ao olharmos para os africanos, os negros e negras que vivem na África, é que podemos perceber a qualidade da nossa negritude. E é realmente muito bom sermos negros também. Que sorte.
A priori, a Copa da África do Sul já seria importante só por ser realizada na África. Mas ao assistir algum jogo é possível dar-se conta de que algo bem maior está acontecendo. Colocar os holofotes na África, falar de seus países, de sua gente. Mostrar imagens. Falar do “Ubuntu” para nós, brasileiros médios, que parecemos tanto com os africanos, mas conhecemos e ouvimos falar tão pouco deles, promove, a meu ver uma espécie de redenção da África que temos em nós. Sim, temos uma África na nossa cultura. Isto é uma das grandes qualidades da cultura brasileira. E só ao olharmos para os africanos, os negros e negras que vivem na África, é que podemos perceber a qualidade da nossa negritude. E é realmente muito bom sermos negros também. Que sorte.
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